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Um domingo de campeões

Publicado em 16/12/2019 por Rafael Gaspar

Serra é tri com méritos. Mas Camilo também merece título.

Que 2019 viveu Daniel Serra! Bicampeão das 24 Horas de Le Mans, em junho — conquista que, diga-se, lhe valeu um presentão com um teste oferecido pela Ferrari com um carro de F1 —, o paulista de 35 anos garantiu de vez um lugar entre os grandes da história da Stock Car. Tricampeão da principal categoria do Brasil de forma consecutiva, Serrinha igualou o feito do pai, Chico Serra, que também o havia feito seguidamente, entre 1999  e 2001.

O tricampeonato de Daniel confirma alguns pontos: o primeiro deles é o êxito de um casamento perfeito do piloto com Rosinei Campos, o ‘Meinha’, talvez o maior chefe de equipe da história da Stock Car. Desde que deixou a Red Bull, no fim de 2016, Serrinha não apenas saiu da sombra de Cacá Bueno, mas começou a trilhar um grande caminho rumo à história do esporte a motor brasileiro.

A união quase infalível entre o melhor, mais regular e eficiente piloto brasileiro da atualidade e o dono da melhor equipe só poderia resultar em vitórias e títulos. Contra grandes adversários, Serrinha chegou ao seu primeiro título em 2017, contra Thiago Camilo, e repetiu o feito no ano passado, contra Felipe Fraga. Neste domingo, confirmou a terceira taça de campeão ao vencer outros cinco candidatos, tendo em Camilo novamente seu concorrente mais próximo.

Claro que, nesta temporada, Serra não foi tão brilhante como nas duas outras conquistas de título da Stock Car. Mérito de Daniel ao ser o piloto que melhor conseguiu trabalhar com o novo regulamento, que prioriza muito mais a soma de pontos nas rodadas duplas do que as vitórias por si só.

O dono do carro #29 da RC Eurofarma não passou uma etapa sequer fora da zona de pontos e tirou proveito do melhor trabalho, tanto a respeito da preparação do carro como também de estratégia e pit-stops, para chegar ao tricampeonato. Uma conquista que, mesmo ao longo de uma temporada com apenas uma vitória — justamente na corrida 500 da Stock Car, prova que abriu o campeonato no Velopark —, tem todos os méritos.

Daniel, diga-se, não tem culpa pelo regulamento ser escrito de tal forma. Inteligentíssimo e com uma equipe pra lá de eficiente, Serrinha aliou perfeição dentro e fora das pistas para chegar lá pela terceira vez.

Por outro lado, é preciso enaltecer o piloto de melhor performance como um todo na temporada. Thiago Camilo teve um 2019 quase perfeito e refletido nos números: seis poles e seis vitórias em uma categoria extremamente apertada e imprevisível mostram o quanto o piloto da A. Mattheis Ipiranga viveu o auge da carreira e também foi merecedor do título.

O grande azar de Thiago foi a sorte de Serra, no fim das contas. O duro revés do #21 em Santa Cruz do Sul, ao ver o motor quebrado logo no começo da corrida 1 e perder pontos que se mostraram cruciais, foi determinante para a perda de um título que parecia encaminhado. Uma pena, considerando tal situação, porque Camilo há muito merece ser campeão da Stock Car.

Cabe aí uma análise detalhada da categoria sobre dar mais peso e valor às vitórias. Nesta temporada que está por vir a partir de 2020, uma nova geração de carros e a chegada da Toyota, é preciso ajustar algumas regras. Claro que o esporte a motor como um todo nem sempre é justo, mas amenizaria distorções como a que vimos neste ano.

Sendo assim, que venha logo 2020! Que venha uma nova Stock Car!

 

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